SP reorganiza Unidades de Saneamento e Novo PAC libera R$ 11,7 bi para drenagem urbana

O Governo do Estado de São Paulo sancionou, em março de 2026, uma atualização da divisão regional do saneamento básico no território paulista, consolidando a reorganização das Unidades Regionais de Saneamento Básico (Uraes). A medida preserva a Urae 1, que reúne os municípios atendidos pela Sabesp, e reorganiza a Urae 2, que passa a concentrar as demais cidades do Estado. O objetivo é acelerar a universalização dos serviços de água, esgoto e drenagem, em linha com o Novo Marco Legal do Saneamento.

Nova configuração das Uraes e metas estaduais

A reorganização aprovada pelo governo paulista mantém a Urae 1 como polo dos municípios operados pela Sabesp, já consolidada após a reestruturação da companhia. Na Urae 2, o Estado busca oferecer apoio técnico e financeiro específico às cidades que ainda permanecem fora do modelo Sabesp, muitas delas com déficits significativos de coleta e tratamento de esgoto.

Nos municípios atendidos pela Sabesp, a previsão é alcançar a universalização dos serviços até 2029, antes do prazo nacional de 2033 estabelecido pelo Novo Marco Legal do Saneamento. Nas demais cidades paulistas, o programa Universaliza SP deve apoiar a expansão dos serviços de água, esgoto e drenagem pluvial, priorizando regiões com maior déficit de infraestrutura.

Integração com drenagem urbana e segurança hídrica

Segundo informações da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística de São Paulo, a nova regionalização facilita a integração entre as políticas de saneamento e as ações de drenagem urbana, reúso da água e redução de perdas nas redes de abastecimento. O modelo busca responder ao aumento de eventos climáticos extremos, que têm pressionado a infraestrutura das cidades paulistas em temporadas de chuva.

A drenagem pluvial ganhou destaque como vetor de adaptação climática, especialmente em áreas urbanas densas sujeitas a alagamentos recorrentes. A qualidade dos projetos hidráulicos e de drenagem tornou-se um fator decisivo para a aprovação de novos empreendimentos em cidades do interior paulista e da Região Metropolitana de São Paulo.

Novo PAC destina R$ 11,7 bilhões para obras de drenagem

Em paralelo à reorganização paulista, o Governo Federal anunciou, por meio do Novo PAC, a viabilização de R$ 11,7 bilhões para obras de drenagem urbana e contenção de encostas em 235 municípios de 26 estados. Desde 2023, as propostas do Novo PAC para drenagem já somam aproximadamente R$ 22,1 bilhões em 287 localidades, segundo dados do Ministério das Cidades.

Os recursos devem financiar obras de macrodrenagem, microdrenagem, canalização de córregos, galerias pluviais e reservatórios de amortecimento, com foco na redução do risco de enchentes, alagamentos e inundações ribeirinhas. A expectativa é que parte desses investimentos alcance cidades de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo, estados historicamente afetados por chuvas intensas no verão.

Impacto para obras prediais e novos empreendimentos

Com a pressão por universalização e o aumento da fiscalização das concessionárias, prefeituras e órgãos estaduais, o atendimento técnico às exigências de projeto ganha ainda mais relevância. Empreendimentos residenciais, comerciais e industriais precisam de projetos hidráulicos, sanitários e de drenagem compatíveis com normas como a ABNT NBR 5626, a ABNT NBR 8160 e a ABNT NBR 15527, além das exigências específicas de cada concessionária local.

A integração entre projeto elétrico, projeto hidráulico, projeto de esgoto e projeto de drenagem pluvial passa a ser um diferencial técnico e operacional, especialmente em cidades que buscam cumprir metas de universalização em prazos mais curtos do que o estabelecido nacionalmente.

Impacto para clientes da GreenGold Engenharia

A reorganização do modelo paulista e os investimentos do Novo PAC em drenagem urbana reforçam a importância de projetos de engenharia bem dimensionados e alinhados às normas técnicas vigentes. A GreenGold Engenharia atua em Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo com projetos elétricos, projetos hidráulicos, projetos de esgoto e projetos de drenagem pluvial, acompanhando as exigências das concessionárias regionais e dos órgãos municipais responsáveis pela aprovação de obras.

Fontes

  • SEMIL SP. Governo de São Paulo reorganiza modelo de atuação no saneamento do Estado e busca acelerar a universalização dos serviços em todo território paulista. Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, março de 2026. Disponível em: https://semil.sp.gov.br/2026/03/governo-de-sp-reorganiza-modelo-de-atuacao-no-saneamento-do-estado-e-busca-acelerar-a-universalizacao-dos-servicos-em-todo-territorio-paulista/
  • Ministério das Cidades. Brasil tem ano de investimentos e avanços em saneamento básico. Brasília, janeiro de 2026. Disponível em: https://www.gov.br/cidades/pt-br/assuntos/noticias-1/noticia-mcid-n-1879
  • Presidência da República. Novo PAC viabiliza R$ 11,7 bilhões para obras de drenagem e contenção de encostas em 235 municípios de 26 estados. Planalto, setembro de 2025. Disponível em: https://www.gov.br/planalto/pt-br/acompanhe-o-planalto/noticias/2025/09/novo-pac-viabiliza-r-11-7-bilhoes-para-obras-de-drenagem-e-contencao-de-encostas-em-235-municipios-de-26-estados

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