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Emenda 1 à NBR 15575 e novo Zoneamento Bioclimático mudam exigências de desempenho térmico em projetos prediais

Banner do post sobre a Emenda 1 da NBR 15575 e o novo Zoneamento Bioclimático Brasileiro

A ABNT publicou em dezembro de 2025 a Emenda 1 à NBR 15575 — Edificações habitacionais — Desempenho, atualizando as Partes 1, 4 e 5 da norma. A mudança internaliza o novo Zoneamento Bioclimático Brasileiro da NBR 15220-3 e redefine, em todo o país, os critérios de desempenho térmico que precisam ser atendidos pelos projetos prediais. Para engenheiros e construtoras, significa rever fachadas, coberturas e vedações já na fase de projeto.

O que mudou na NBR 15575

A Emenda 1 atualiza a Seção 11 — Desempenho Térmico — da Parte 1 (Requisitos Gerais), além das Partes 4 (Sistemas de Vedações Verticais Internas e Externas — SVVIE) e 5 (Sistemas de Coberturas). A atualização se apoia no novo Zoneamento Bioclimático Brasileiro publicado pela ABNT NBR 15220-3, que passou a vigorar em junho de 2025 e substitui o mapa anterior, em uso desde 2005.

Na prática, o Brasil deixa de ter 8 zonas bioclimáticas (ZB 1 a ZB 8) e passa a operar com 12 zonas: 1R, 1M, 2R, 2M, 3A, 3B, 4A, 4B, 5A, 5B, 6A e 6B. O mapa é mais detalhado, usa uma base de dados meteorológicos muito maior e reclassifica diversas cidades brasileiras. Capitais como o Rio de Janeiro, por exemplo, migraram da antiga ZB 8 para a nova zona 4A, o que altera completamente os parâmetros térmicos exigidos nos projetos.

Impacto para obras e projetos prediais

A revisão do zoneamento traz consequências diretas para paredes, coberturas e aberturas. Entre os principais pontos técnicos destacam-se:

  • Novos valores mínimos de capacidade térmica (CTpar) para vedações verticais — para zonas 1 a 4A, o valor passa a ser, no mínimo, 130 kJ/(m².K), o que restringe soluções construtivas de baixa inércia térmica em cidades antes mais permissivas;
  • Revisão de transmitância térmica (U) e absortância (α) de paredes e coberturas por zona bioclimática;
  • Atualização dos requisitos de conforto térmico passivo e dos critérios de desempenho em regiões com alta amplitude térmica;
  • Ajustes nos sistemas de cobertura (Parte 5), incluindo ventilação de áticos e desempenho térmico sob insolação intensa.

Para o mercado, isso se soma a outras frentes regulatórias em curso no setor — como a obrigatoriedade de etiquetagem de eficiência energética prevista pela Resolução CGIEE 4/2025 a partir de 2027 — e reforça a tendência de que desempenho, conforto e eficiência serão cobrados cada vez mais desde o projeto.

O que engenheiros e construtoras devem fazer

  • Reclassificar a zona bioclimática de cada empreendimento em andamento conforme a nova NBR 15220-3 antes de aprovar o projeto executivo;
  • Revisar o memorial de desempenho térmico da NBR 15575, recalculando CTpar, transmitância e absortância das vedações e coberturas segundo a Emenda 1;
  • Reavaliar sistemas construtivos leves (como Light Steel Frame, Wood Frame e painéis finos) em cidades que migraram para zonas com exigência maior de inércia térmica;
  • Compatibilizar o projeto arquitetônico e estrutural com as novas exigências de envoltória, o que, em diversos casos, exige revisão do projeto elétrico e hidráulico para acomodar espessuras e soluções de isolamento diferentes;
  • Documentar a conformidade por meio de ART/RRT e relatórios técnicos, preparando-se para fiscalizações e exigências de financiamento habitacional.

Como a GreenGold pode ajudar

A atualização da NBR 15575 não é uma discussão restrita ao projeto de arquitetura: ela impacta diretamente projetos complementares. Paredes mais espessas, novas soluções de isolamento e exigências maiores em coberturas afetam a distribuição de eletrodutos, quadros, pontos de iluminação, o traçado de tubulações hidráulicas de água fria e quente, o dimensionamento do sistema de esgoto predial e o projeto de drenagem pluvial de coberturas e áreas externas.

A GreenGold Engenharia desenvolve projetos elétricos (NBR 5410), hidráulicos (NBR 5626), de esgoto (NBR 8160) e de drenagem pluvial (NBR 10844) em MG, SP, RJ e ES, com modelagem em BIM quando o cliente opta por essa modalidade. Isso facilita a compatibilização com projetos arquitetônicos que já estão sendo revisados para atender à Emenda 1 da NBR 15575, reduzindo retrabalho em obra e divergências entre disciplinas.

Responsável Técnico

Rafael Barcelar — Engenheiro Civil, GreenGold Engenharia. Coordenação e revisão técnica das entregas em MG, SP, RJ e ES.
CREA-MG 0000214181D · LinkedIn ↗

Responsável técnico: Rafael Barcelar — Engenheiro Civil — CREA-MG 0000214181D.

Fontes

  • ABNT — Projeto de Emenda 1 à NBR 15575 (Partes 1, 4 e 5) — Edificações habitacionais — Desempenho;
  • ABNT NBR 15220-3 — Desempenho térmico de edificações — Parte 3: Zoneamento Bioclimático Brasileiro (publicada em dezembro de 2024, vigência a partir de junho de 2025);
  • Conselho Brasileiro de Construção Sustentável (CBCS) — Novo zoneamento bioclimático amplia precisão e fortalece agenda de sustentabilidade na construção;
  • LabEEE/UFSC — Zoneamento Bioclimático Brasileiro.

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