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Sistema de hidrantes: a IT 22/2025 e a NBR 13714 que exigem projeto, cálculo e ART para liberar o AVCB

Projeto de sistema de hidrantes de combate a incêndio com ART para AVCB

Um prédio sem sistema de combate a incêndio funcionando é um prédio que não passa na vistoria do Corpo de Bombeiros — e, na prática, não obtém o Auto de Vistoria (AVCB) que libera o uso da edificação. Ao longo de 2025, vários estados revisaram suas instruções técnicas sobre sistema de hidrantes e mangotinhos, entre elas a IT 22/2025 do Corpo de Bombeiros de São Paulo e o regulamento técnico RTCBMRS-17 publicado pelo Rio Grande do Sul. O recado é o mesmo em todo o país: a rede de combate a incêndio precisa de projeto assinado, cálculo hidráulico e ART de engenheiro habilitado. Este texto explica o que mudou, como projetar dentro da norma e por que deixar isso para a véspera da vistoria sai caro.

O que é o sistema de hidrantes e quando ele é exigido

Definição rápida. O sistema de hidrantes é a rede hidráulica fixa de combate a incêndio de uma edificação: reservatório de água com volume reservado para o incêndio, bomba de pressurização, tubulação dedicada e os pontos de tomada de água (hidrantes e mangotinhos) distribuídos pelos pavimentos. É um sistema hidráulico predial — não uma instalação elétrica nem um item de decoração de corredor.

Muita gente confunde o abrigo vermelho na parede com “o sistema”. Ele é só a ponta visível. Por trás da mangueira existe um dimensionamento que define vazão mínima, pressão no esguicho mais desfavorável, diâmetro da tubulação, volume de reserva técnica de incêndio no reservatório e a curva da bomba. Se qualquer um desses elementos estiver subdimensionado, o sistema falha justamente quando é acionado. Por isso a ABNT NBR 13714 — norma de sistemas de hidrantes e de mangotinhos para combate a incêndio — e as instruções técnicas dos corpos de bombeiros tratam a rede como um conjunto calculado, não como peças avulsas compradas em loja.

A exigência aparece em praticamente toda edificação que não seja uma residência unifamiliar de pequeno porte: prédios residenciais multifamiliares, edifícios comerciais, galpões industriais, escolas, hospitais, hotéis, condomínios e empreendimentos de uso misto. O enquadramento depende da área construída, do número de pavimentos e do risco da ocupação. As instruções técnicas estaduais classificam as edificações em tipos de sistema (em geral cinco categorias), e cada tipo determina vazão, número de saídas simultâneas e reserva de água. Quanto maior e mais arriscada a edificação, mais robusta a rede precisa ser.

Sintomas de que o sistema está irregular

  • O AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros) está vencido ou nunca foi emitido para a edificação.
  • Existe abrigo e mangueira, mas não há projeto técnico, memorial de cálculo nem ART arquivada.
  • A reserva técnica de incêndio do reservatório nunca foi dimensionada ou foi “estimada” sem cálculo.
  • A bomba de incêndio não tem fonte de energia de emergência ou nunca passou por teste de vazão e pressão.
  • A edificação passou por reforma, ampliação ou mudança de uso e o sistema não foi reavaliado.
  • Houve troca de síndico ou de responsável e ninguém sabe localizar o projeto aprovado.

Qualquer um desses sinais indica que a rede de combate a incêndio precisa ser projetada ou regularizada por um profissional habilitado. Em uma emergência real, a diferença entre um sistema calculado e uma improvisação é medida em minutos — e em vidas.

Como projetar dentro da norma (NBR 13714 e instruções técnicas)

O projeto de um sistema de hidrantes combina duas fontes normativas. A primeira é a ABNT NBR 13714, que fixa os requisitos mínimos de dimensionamento, instalação, manutenção e aceitação da rede em todo o território nacional. A segunda é a instrução técnica do corpo de bombeiros do estado onde está a obra — em São Paulo, a IT 22/2025; no Rio Grande do Sul, o regulamento técnico publicado em 2025; e instruções equivalentes em Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. A instrução estadual é o documento que o Bombeiro usa para aprovar o projeto e, depois, vistoriar a obra para emitir o AVCB.

Na prática, o caminho técnico segue uma sequência clara:

  1. Classificação da edificação. Define-se a ocupação, a área construída e a altura para enquadrar a edificação no tipo de sistema correto (1 a 5) previsto na instrução técnica do estado.
  2. Definição da vazão e da reserva de incêndio. A partir do tipo, calcula-se a vazão mínima, o número de hidrantes em uso simultâneo e o volume de água reservado exclusivamente para o incêndio no reservatório.
  3. Cálculo hidráulico da rede. Dimensiona-se a tubulação, a perda de carga e a pressão necessária no esguicho do ponto mais desfavorável, garantindo vazão e alcance do jato.
  4. Especificação da bomba de incêndio. Escolhe-se a bomba (e a bomba jockey, quando aplicável) com fonte de energia de emergência, para que a rede pressurize mesmo em falta de luz.
  5. Desenho e memorial. Produz-se a planta, a perspectiva isométrica da tubulação e o memorial com todos os cálculos e dimensionamentos exigidos pela norma.
  6. Aprovação e ART. O projeto é protocolado no corpo de bombeiros e a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) é registrada no CREA pelo engenheiro responsável.
  7. Execução, comissionamento e aceitação. Após a montagem, a tubulação é lavada, o sistema é testado (vazão e pressão) e os ensaios de aceitação são assinados pelo profissional habilitado.
Insight estratégico. O erro mais comum não é técnico — é de sequência. Muita obra compra abrigos, mangueiras e bomba antes de existir cálculo. Quando o projeto chega, o reservatório não tem a reserva de incêndio prevista e a bomba especificada não atende à vazão. Resultado: retrabalho caro e atraso no AVCB. Projetar antes de comprar é o que evita demolir parede para refazer tubulação.

Compatibilização com as demais instalações

A rede de combate a incêndio divide espaço com a hidráulica de água fria, o esgoto, as águas pluviais e os eletrodutos. Tubulação de incêndio mal compatibilizada vira conflito na obra: prumada que bate em viga, hidrante atrás de porta que não abre, mangotinho longe demais da área a proteger. Por isso o projeto ganha muito quando é desenvolvido em modelo BIM, com detecção de interferências entre disciplinas antes de a primeira parede subir. A compatibilização reduz refação em obra e dá segurança de que o sistema instalado é exatamente o sistema aprovado.

Por que regularizar agora: AVCB, multa e responsabilidade

Adiar a regularização do sistema de hidrantes acumula três tipos de risco, e nenhum deles desaparece com o tempo.

Sem projeto e sem AVCB
  • Edificação interditável pelo Corpo de Bombeiros
  • Multa administrativa e embargo de obra
  • Seguro do imóvel pode ser negado em sinistro
  • Síndico e proprietário respondem civil e criminalmente
  • Habite-se e regularização travados
Com projeto e ART em dia
  • AVCB emitido e edificação liberada para uso
  • Sistema dimensionado que funciona na emergência
  • Responsabilidade técnica formalmente assumida
  • Manutenção rastreável e renovação do AVCB simples
  • Patrimônio e seguro protegidos

O risco legal é direto: sem AVCB, a edificação está irregular, sujeita a interdição, multa e embargo. O risco técnico é silencioso até o pior momento — uma rede subdimensionada não entrega vazão e pressão quando o fogo começa. E o risco financeiro vai além da multa: muitas apólices de seguro condicionam a cobertura à existência de sistema de combate a incêndio regular. Em um sinistro, a ausência de projeto e de manutenção pode ser usada para negar a indenização, transferindo um prejuízo milionário para o condomínio ou o proprietário.

Sistema de incêndio não é despesa de regularização — é a infraestrutura que decide se as pessoas conseguem sair do prédio. Projetar certo na frente é mais barato que demolir parede depois, e infinitamente mais barato que um sinistro sem cobertura.

Quem pode assinar o projeto e a ART

O projeto de um sistema de hidrantes só tem validade legal quando assinado por profissional habilitado e com a respectiva Anotação de Responsabilidade Técnica registrada. No caso de instalações hidráulicas de combate a incêndio, isso significa um engenheiro civil ou mecânico com registro ativo no CREA do estado — em Minas Gerais, o CREA-MG; em São Paulo, o CREA-SP; e assim por diante. A ART é o documento que vincula o profissional ao projeto e à obra: é ela que o corpo de bombeiros, a seguradora e o cartório exigem, e é ela que responsabiliza tecnicamente quem calculou e acompanhou a execução.

“Eletricista”, “bombeiro hidráulico” e instalador são funções importantes na execução, mas não substituem o engenheiro responsável pelo cálculo. A norma é clara: dimensionamento, memorial e ensaios de aceitação devem ser conduzidos por profissional legalmente habilitado. Contratar quem só vende e instala o material, sem projeto assinado de um sistema de hidrantes calculado, é o caminho mais curto para reprovar na vistoria e ter de refazer tudo.

Como a GreenGold Engenharia entrega o projeto hidráulico de incêndio

A GreenGold Engenharia atua há mais de 20 anos em projetos de instalações prediais — elétrico, hidráulico, esgoto e drenagem — com mais de 500 mil m² entregues e fluxo de trabalho em BIM. O projeto da rede de combate a incêndio entra exatamente nesse conjunto: é uma disciplina hidráulica que precisa conversar com as demais instalações do edifício. A coordenação técnica é de Rafael Barcelar (CREA-MG 0000214181D), responsável pela revisão de cada entrega, garantindo que o cálculo, o memorial e a ART cheguem prontos para a aprovação no corpo de bombeiros.

O atendimento cobre quatro estados, cada um com seu corpo de bombeiros e seu conselho regional:

EstadoRegiões atendidasÓrgão de aprovação / registro
MGBelo Horizonte e Região MetropolitanaCBMMG · CREA-MG
SPCapital, Grande SP e interiorCBPMESP (IT 22/2025) · CREA-SP
RJCapital, Baixada e Região dos Lagos (escritório na Barra)CBMERJ · CREA-RJ
ESVitória, Vila Velha, Serra e CariacicaCBMES · CREA-ES

O processo é o mesmo descrito na seção técnica: classificação da edificação, cálculo de vazão e reserva de incêndio, dimensionamento hidráulico, especificação de bomba e reservatório, desenho com isométrica, memorial e ART. Quando o cliente já tem os demais projetos conosco, a compatibilização em BIM elimina conflitos entre a tubulação de incêndio e as prumadas de água, esgoto e os eletrodutos antes da obra começar.

Sobre custos: para residências e casos simples, o projeto trabalha com faixa orientativa que depende da área, do número de pavimentos e do tipo de sistema exigido. Para edificações comerciais, multifamiliares, industriais e empreendimentos com classificação de risco mais alta, o orçamento é elaborado sob consulta, a partir das características da edificação e da instrução técnica do estado.

Perguntas frequentes

Todo prédio precisa de sistema de hidrantes?

Não todos, mas a maioria. Residências unifamiliares de pequeno porte costumam ser dispensadas; prédios residenciais multifamiliares, comerciais, industriais e de uso misto quase sempre são enquadrados. O critério é a área construída, a altura e o risco da ocupação, definidos pela instrução técnica do corpo de bombeiros do estado.

Qual a diferença entre hidrante e mangotinho?

São dois tipos de saída da mesma rede. O hidrante usa mangueira de maior diâmetro, com vazão mais alta, geralmente operado por mais de uma pessoa. O mangotinho usa mangueira semirrígida de menor diâmetro, de manuseio mais simples, para combate inicial por um único operador. O projeto define qual tipo a edificação exige.

Já tenho mangueira instalada. Preciso de projeto mesmo assim?

Sim. Ter o abrigo na parede não comprova que a rede está dimensionada. O corpo de bombeiros exige projeto aprovado, memorial de cálculo e ART para emitir o AVCB. Sem esses documentos, o que está instalado não tem validade legal e pode estar subdimensionado.

A reforma do meu prédio mexe no sistema de combate a incêndio?

Pode mexer. Mudança de uso, ampliação de área ou alteração de layout podem reenquadrar a edificação em um tipo de sistema mais exigente. Nesses casos, a rede precisa ser reavaliada e, muitas vezes, o AVCB é renovado com base no novo projeto.

Quanto tempo leva para aprovar o projeto no Corpo de Bombeiros?

Depende do estado, da complexidade da edificação e da fila de análise do corpo de bombeiros. Um projeto bem elaborado, com memorial completo e dentro da instrução técnica vigente, reduz idas e vindas de exigência e acelera a aprovação. O maior atraso costuma vir de projeto incompleto, não da análise em si.

Fale com um engenheiro sobre o seu projeto

Se a sua edificação está sem AVCB, passou por reforma ou nunca teve o sistema de combate a incêndio dimensionado por um engenheiro, o melhor momento para resolver é antes da vistoria — não depois da exigência. A GreenGold Engenharia elabora o projeto, o cálculo e a ART para aprovação no corpo de bombeiros nos quatro estados de atuação.

Solicitar projeto de combate a incêndio — GreenGold Engenharia

ou ligue (31) 97257-1347


Responsável técnico: Rafael Barcelar — Engenheiro Civil — CREA-MG 0000214181D. GreenGold Engenharia · greengoldengenharia.com.br · (31) 97257-1347.

Fontes: ABNT NBR 13714 — Sistemas de hidrantes e de mangotinhos para combate a incêndio (ABNT / Target Normas); Instrução Técnica IT 22/2025 — Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo (Guia SegCI); RTCBMRS-17 — Hidrantes e Mangotinhos, Corpo de Bombeiros Militar do RS, 2025 (CBMRS).

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