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Projeto de Rede de Gás Combustível: o que a NBR 15526 exige de dimensionamento e ventilação

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Entre todas as instalações prediais, a rede de gás combustível é a que tem menor tolerância a improviso. Um erro em um circuito elétrico costuma se manifestar como desarme, um erro na hidráulica se manifesta como vazamento. Um erro na rede de gás pode não se manifestar até o momento em que é tarde. Por isso o projeto tem exigências próprias, e a execução só é liberada após ensaio.

Este artigo trata do que a NBR 15526 estabelece para redes de distribuição interna de gases combustíveis e do que costuma ser esquecido quando a instalação é feita sem projeto.

O que a norma cobre

A NBR 15526 trata das redes de distribuição interna de gases combustíveis em instalações residenciais e comerciais, abrangendo o projeto e a execução. Ela começa no ponto de entrega, que é onde termina a responsabilidade da distribuidora ou onde está a central de GLP, e vai até o ponto de utilização de cada aparelho.

Complementarmente, a instalação dos aparelhos a gás e as condições do ambiente onde eles operam são tratadas em norma específica, que estabelece requisitos de ventilação, exaustão e volume mínimo do recinto. Projeto de rede e instalação de aparelho são coisas distintas e ambas precisam ser observadas.

GLP e gás natural não são intercambiáveis

A diferença entre gás liquefeito de petróleo e gás natural vai muito além da origem do combustível, e altera decisões de projeto:

  • A densidade em relação ao ar é oposta. O GLP é mais pesado que o ar e tende a se acumular em pontos baixos, enquanto o gás natural é mais leve e se dispersa para cima. Isso muda a posição das aberturas de ventilação e a avaliação de ambientes enterrados ou rebaixados.
  • O poder calorífico é diferente, o que altera a vazão necessária para entregar a mesma potência ao aparelho.
  • As pressões de trabalho são distintas, o que se reflete no dimensionamento e na regulagem.
  • O suprimento é diferente. O gás natural chega por rede da distribuidora local, enquanto o GLP exige central de recipientes dimensionada e posicionada segundo requisitos próprios de afastamento e ventilação.

Converter uma instalação de um gás para o outro não é trocar o aparelho e abrir o registro. É um novo dimensionamento.

O dimensionamento da rede

O dimensionamento parte do levantamento dos aparelhos que serão atendidos e das suas potências nominais. Sobre esse total aplica-se um fator de simultaneidade, porque, como nas demais instalações prediais, os aparelhos não operam todos ao mesmo tempo.

Com a vazão de projeto de cada trecho definida, calcula-se a perda de carga ao longo da tubulação, considerando o comprimento real, os comprimentos equivalentes das conexões e o material empregado. O critério de aceitação é a pressão disponível no ponto de utilização mais desfavorável: ela precisa permanecer dentro da faixa de operação do aparelho. Tubulação subdimensionada produz chama insuficiente no aparelho mais distante, e esse sintoma costuma ser confundido com defeito do equipamento.

Ventilação é item de projeto

Este é o ponto mais negligenciado em instalações feitas sem projeto. O ambiente que abriga aparelho a gás precisa de ventilação permanente, que não pode ser obstruída pelo usuário. As aberturas têm função dupla: garantir o ar necessário à combustão e permitir a diluição e a saída de eventual vazamento.

A posição das aberturas depende do gás utilizado, pela diferença de densidade já citada, e o dimensionamento depende do volume do recinto e da potência instalada. Aquecedores de passagem exigem ainda o tratamento adequado dos produtos da combustão, com exaustão conduzida ao exterior quando o tipo do aparelho assim exigir. Fechar a ventilação de uma área de serviço para instalar um armário é uma alteração com consequência direta na segurança, ainda que não pareça uma intervenção de engenharia.

O ensaio de estanqueidade

Concluída a montagem e antes da liberação para uso, a rede é submetida a ensaio de estanqueidade, com a tubulação pressurizada e mantida sob observação pelo tempo estabelecido, verificando se há queda de pressão. Nenhuma rede deve ser liberada sem esse ensaio, e o seu resultado é documento, não formalidade. É esse registro que sustenta a entrega da instalação e o atendimento a exigências de vistoria.

O que deve constar no projeto

  • Relação dos aparelhos previstos, com potência nominal e tipo de gás.
  • Memorial de cálculo com vazões, fator de simultaneidade, perda de carga e verificação de pressão no ponto mais desfavorável.
  • Traçado da rede em planta e isométrico, com diâmetros, materiais e trechos identificados.
  • Localização e detalhamento da central de GLP ou do ponto de entrega da distribuidora.
  • Especificação de registros, reguladores e dispositivos de segurança.
  • Dimensionamento e posicionamento das aberturas de ventilação e da exaustão dos produtos da combustão.
  • Procedimento de ensaio de estanqueidade.
  • ART recolhida no CREA do estado da obra.

Quanto custa um projeto de gás

O valor do projeto de gás combustível é calculado por metro quadrado e varia conforme a complexidade da edificação, o porte da obra e a modalidade escolhida. Projetos desenvolvidos em BIM, com modelagem tridimensional e compatibilização entre disciplinas, têm custo diferente de projetos elaborados em 2D. Também influenciam o preço a quantidade de aparelhos atendidos, pontos de utilização e trechos de tubulação, o tipo de instalação (residencial, comercial ou industrial) e as exigências da concessionária local ou do órgão aprovador. Entre em contato para solicitar um orçamento personalizado.

Por que contratar uma empresa especializada

Um projeto de de gás combustível mal dimensionado não aparece na planta, aparece na obra. Ele vira retrabalho, reprovação na aprovação, custo extra de material e, no limite, risco. Contratar uma equipe especializada muda o que você recebe:

  • Dimensionamento verificado pela pressão no ponto de utilização mais desfavorável, não por diâmetro padronizado.
  • Ventilação do ambiente calculada conforme o gás utilizado e a potência instalada.
  • Central de GLP ou ponto de entrega posicionado segundo os requisitos de afastamento aplicáveis.
  • Documentação de ensaio de estanqueidade, exigida em vistoria e na entrega da obra.
  • Interlocução com a distribuidora local e com o Corpo de Bombeiros quando o empreendimento exige.

A GreenGold Engenharia atua há mais de vinte anos com projetos de instalações prediais e industriais, com sede em Belo Horizonte, escritório no Rio de Janeiro e atendimento em todo o Sudeste. A equipe é registrada no CREA e a ART é recolhida no conselho do estado onde a obra é executada.

Como solicitar

Para solicitar um projeto de de gás combustível ou tirar dúvidas sobre a viabilidade da sua obra, fale diretamente com a nossa equipe técnica pelo telefone (31) 97257-1347 ou pelo WhatsApp. Envie a planta baixa e a descrição da edificação para receber um orçamento com prazo e escopo definidos. Conheça também os demais serviços em greengoldengenharia.com.br.

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