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NBR 17193: a norma que torna obrigatórios AFCI e desligamento rápido em sistemas fotovoltaicos

Banner NBR 17193 segurança contra incêndio em sistemas fotovoltaicos - GreenGold Engenharia

Desde fevereiro de 2025, todo sistema fotovoltaico instalado em edificações no Brasil precisa cumprir uma exigência que muda a forma de projetar energia solar: a NBR 17193 tornou obrigatórios o AFCI (sistema de interrupção para falha de arco elétrico) e a função de desligamento rápido. A norma nasceu de uma preocupação concreta dos corpos de bombeiros — telhados solares continuavam gerando energia mesmo com as chaves de entrada desligadas, criando risco de choque e incêndio para quem precisava combater o fogo. Se você vai instalar placas solares em casa, condomínio, comércio ou indústria, o projeto elétrico agora tem novas regras.

O que é a NBR 17193 e quando ela se aplica

Publicada pela ABNT em 4 de fevereiro de 2025, a norma tem o título completo “Segurança contra incêndios em instalações fotovoltaicas — Requisitos e especificações de projetos — Uso em edificações”. Ela estabelece as medidas de prevenção e proteção contra incêndio e contra choque elétrico que todo sistema solar em edificação precisa incorporar, desde a fase de projeto.

Definição rápida

A NBR 17193 é a norma técnica que define os requisitos de segurança contra incêndio e choque elétrico para sistemas fotovoltaicos instalados em edificações — sejam eles sobrepostos à estrutura (BAPV) ou integrados à arquitetura (BIPV). Aplica-se a sistemas de até 1.500 V em corrente contínua e 1.000 V em corrente alternada, em qualquer uso: residencial, comercial, industrial, público ou privado.

O ponto que mais impacta o dia a dia de quem contrata energia solar são dois dispositivos que passaram a ser obrigatórios. O primeiro é o AFCI, um sistema que detecta a falha de arco elétrico — faíscas internas na fiação de corrente contínua que são uma das principais causas de incêndio em usinas solares. O segundo é a FDR, a função de desligamento rápido, que reduz a tensão do sistema a um nível seguro quando alguém precisa desenergizar o telhado, como uma equipe de resgate durante um combate a incêndio.

A NBR 17193, na sua edição de 2025, trouxe ainda uma exigência de layout: os módulos não podem mais ser instalados de forma contínua na cobertura. É preciso intercalar afastamentos de no mínimo 2 metros a cada 16 metros lineares, ou instalar uma barreira resistente ao fogo classificada como EI-60 ou EW-60 (conforme a ABNT NBR 16945), que se eleve pelo menos 1 metro acima do plano da instalação. Esses corredores servem para conter a propagação das chamas e dar acesso seguro à cobertura.

Quando a norma se aplica: ela vale para novas instalações e para a renovação de sistemas existentes a partir de fevereiro de 2025. Sistemas antigos, já energizados, não precisam ser refeitos — mas todo projeto novo, de qualquer porte, precisa nascer em conformidade.

Sinais de que o seu projeto fotovoltaico pode estar fora de conformidade

  • O orçamento não menciona AFCI nem função de desligamento rápido (rapid shutdown).
  • Os módulos estão previstos “cobrindo todo o telhado”, sem corredores de afastamento ou barreiras corta-fogo.
  • Não há projeto elétrico assinado nem ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) associada à instalação.
  • O instalador afirma que “para sistema pequeno não precisa de norma” — a NBR 17193 vale para qualquer porte em edificação.
  • Não existe documentação de sinalização e de ponto de desligamento acessível ao corpo de bombeiros.

Como atender à norma no projeto fotovoltaico

Cumprir a nova norma não é apenas comprar um equipamento a mais — é uma questão de projeto. A conformidade precisa ser desenhada antes da compra dos módulos e inversores, porque a escolha da topologia do sistema (inversor string, microinversor ou otimizadores) define como o AFCI e o desligamento rápido serão implementados. Na prática, o processo segue estas etapas:

  1. Levantamento e definição da topologia: avaliar o telhado, o consumo e escolher entre inversor string com dispositivos de seccionamento, microinversores ou otimizadores de potência, considerando qual arranjo permite atender à FDR sob os módulos.
  2. Especificação do AFCI: selecionar inversores ou dispositivos que ofereçam detecção de falha de arco no lado de corrente contínua, conforme os requisitos da norma.
  3. Projeto da função de desligamento rápido: definir o ponto e o comando de desenergização, garantindo que a tensão caia a um nível seguro na envoltória da edificação.
  4. Layout com corredores e barreiras: distribuir os módulos respeitando os afastamentos de 2 m a cada 16 m lineares ou prever barreiras EI-60/EW-60, sem comprometer a geração.
  5. Sinalização e acesso para o combate a incêndio: indicar em placas o ponto de desligamento e a presença do sistema fotovoltaico, facilitando a atuação do corpo de bombeiros.
  6. Emissão do projeto elétrico e da ART: formalizar a responsabilidade técnica, requisito que dá validade legal ao projeto e à instalação.

Vale destacar um ponto técnico levantado pelo próprio mercado: sistemas com inversor string exigem que os dispositivos de proteção fiquem próximos aos módulos, sobre o telhado — o que muitas vezes é resolvido com microinversores ou otimizadores. Essa decisão precisa estar clara no projeto, e não improvisada na obra.

Elemento Antes da norma Com a NBR 17193
Falha de arco (CC) Sem exigência de detecção AFCI obrigatório
Desenergização Sistema seguia gerando com chave CA desligada Função de desligamento rápido (FDR) obrigatória
Layout na cobertura Módulos contínuos, sem corredores Afastamento de 2 m a cada 16 m ou barreira EI-60/EW-60
Acesso do bombeiro Sem ponto de desligamento sinalizado Sinalização e ponto seguro de desenergização

Por que tratar isso agora: riscos legais, técnicos e financeiros

Ignorar a norma não é economia, é passivo. O risco técnico é o mais evidente: um sistema fotovoltaico sem detecção de arco e sem desligamento rápido é justamente o cenário que a norma foi criada para eliminar. Os corpos de bombeiros relataram que, mesmo com a entrada de corrente alternada desligada, os módulos continuavam energizados enquanto houvesse luz — um perigo direto para quem sobe ao telhado.

Instalação fora da norma
  • Telhado energizado durante um incêndio
  • Risco de choque para bombeiros e equipes de resgate
  • Sem detecção de arco elétrico na fiação CC
  • Dificuldade de aprovação e de seguro
Instalação em conformidade
  • Desligamento rápido reduz a tensão a nível seguro
  • AFCI interrompe faíscas antes do incêndio
  • Corredores e sinalização facilitam o combate
  • Projeto com ART, rastreável e defensável

O risco legal também pesa. Como a NBR 17193 já está em vigor, ela passa a ser a referência técnica exigida pelos corpos de bombeiros estaduais, que estão atualizando suas regulamentações com base nela. Um projeto que não a segue tende a esbarrar em vistorias, em processos de AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros) e na cobertura de seguros — que costumam condicionar a indenização ao cumprimento das normas técnicas vigentes.

No aspecto financeiro, refazer uma instalação para adequá-la depois é muito mais caro do que projetá-la certa desde o início. Trocar inversores, reposicionar módulos e criar corredores em um sistema já montado significa desmontagem, retrabalho e perda de geração durante a obra. A edição vigente premia quem planeja: o custo de conformidade cabe no orçamento quando entra no projeto, não quando vira emergência.

Insight estratégico

Um episódio ilustra por que a função de desligamento rápido virou obrigatória: durante as enchentes no Rio Grande do Sul, diversas instalações fotovoltaicas permaneceram energizadas mesmo submersas, porque ainda recebiam luz. Isso obrigou distribuidores e equipes a redobrar o cuidado no descomissionamento. Com a FDR, esse risco é mitigado na origem — a segurança deixa de depender da sorte e passa a ser parte do projeto.

Quem pode assinar o projeto

Instalação fotovoltaica em edificação é obra de engenharia elétrica, não apenas montagem de equipamento. Isso significa que o projeto deve ser elaborado e assinado por um engenheiro habilitado, com registro no CREA e emissão de ART. A ART é o documento que vincula o profissional à obra, formaliza a responsabilidade técnica e dá respaldo legal ao proprietário em caso de vistoria, sinistro ou acionamento de seguro.

Contratar quem detém a responsabilidade técnica não é burocracia: é a garantia de que o sistema atende à norma, foi dimensionado corretamente e tem quem responda por ele ao longo da vida útil.

Um instalador sem projeto e sem ART pode montar placas, mas não emite o documento técnico que os corpos de bombeiros e as seguradoras passam a exigir. Por isso, o critério de escolha deve ser a engenharia por trás da instalação — e não apenas o menor preço do orçamento.

Como a GreenGold Engenharia entrega projetos em conformidade

A GreenGold Engenharia atua há mais de 20 anos em projetos de instalações prediais, com mais de 500 mil m² entregues e metodologia BIM aplicada à compatibilização entre disciplinas. No caso de sistemas fotovoltaicos, isso significa tratar a energia solar como parte do projeto elétrico da edificação — integrando a NBR 17193 à especificação de AFCI, ao desenho da função de desligamento rápido, ao layout dos módulos com os afastamentos exigidos e à emissão da ART.

A coordenação técnica é de Rafael Barcelar (CREA-MG 0000214181D), responsável pela revisão de cada entrega. O atendimento cobre quatro estados, com equipes que conhecem as concessionárias e os corpos de bombeiros de cada região:

  • Minas Gerais (CREA-MG): Belo Horizonte e Região Metropolitana, atendimento pela Cemig.
  • São Paulo (CREA-SP): Capital, Grande São Paulo e interior, nas áreas de Enel, EDP e CPFL.
  • Rio de Janeiro (CREA-RJ): Capital, Baixada e Região dos Lagos, com escritório na Barra, atendimento Light e Enel.
  • Espírito Santo (CREA-ES): Vitória, Vila Velha, Serra e Cariacica, na área da EDP ES.

Sobre custos: para residências e casos simples, o projeto fotovoltaico trabalha com uma faixa orientativa que depende da potência do sistema, do tipo de telhado e da topologia escolhida. Para edificações comerciais, multifamiliares, industriais e empreendimentos com múltiplas coberturas ou grande potência instalada, o orçamento é elaborado sob consulta, após análise do local e do consumo.

Perguntas frequentes

A NBR 17193 vale também para sistemas residenciais pequenos?

Sim. A norma se aplica a instalações em edificações de qualquer uso e porte — residencial, comercial, industrial, público ou privado. Não existe isenção por ser um sistema pequeno.

Preciso refazer meu sistema solar antigo?

A norma se aplica a novas instalações e a renovações a partir de fevereiro de 2025. Sistemas já energizados antes disso não precisam ser refeitos, mas qualquer ampliação ou renovação deve seguir os novos requisitos.

O que é a função de desligamento rápido (FDR)?

É o recurso que reduz rapidamente a tensão do sistema fotovoltaico a um nível seguro na envoltória da edificação, permitindo que equipes de resgate ou de manutenção atuem no telhado sem risco de choque, mesmo que os módulos ainda recebam luz.

Posso cobrir todo o telhado com placas?

Não sem cuidado. A norma exige corredores de afastamento de no mínimo 2 metros a cada 16 metros lineares, ou barreiras resistentes ao fogo (EI-60/EW-60). O layout precisa equilibrar geração e segurança contra propagação de incêndio.

A instalação precisa de projeto e ART?

Sim. Sistema fotovoltaico em edificação é obra de engenharia elétrica e deve ter projeto assinado por engenheiro habilitado no CREA, com ART. É esse documento que dá validade legal e respaldo em vistorias e seguros.

A GreenGold atende em quais estados?

Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo, com equipes que conhecem as concessionárias e os corpos de bombeiros de cada região.

Fale com a engenharia

Vai instalar energia solar ou precisa adequar um projeto à NBR 17193? A GreenGold Engenharia elabora o projeto elétrico completo, com AFCI, desligamento rápido, layout em conformidade e ART.

Solicitar projeto fotovoltaico — GreenGold Engenharia

ou ligue (31) 99742-0166


Responsável técnico: Rafael Barcelar — Engenheiro Civil — CREA-MG 0000214181D. GreenGold Engenharia — mais de 20 anos, BIM, 500 mil m² entregues. Atuação em MG, SP, RJ e ES.

Fontes

  • ABNT — NBR 17193:2025 “Segurança contra incêndios em instalações fotovoltaicas — Requisitos e especificações de projetos — Uso em edificações”.
  • Canal Solar — “Norma da ABNT obriga uso de AFCI e função de desligamento rápido em edificações” (fevereiro de 2025).

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